Estação Casa #2



Esta quinta-feira, 23/02/2023, o Comboio Suburbano Podcast continua a sua parceria com o colectivo Habitação Hoje, transmitindo o segundo episódio do Estação Casa, quadro de debate sobre habitação e assuntos relacionados.

O colectivo Habitação Hoje, que, nas suas próprias palavras "é uma organização que nasce na cidade do Porto para os que defendem o cumprimento radical do Direito à Habitação, para os que querem lutar para que ninguém fique sem teto e para os que acreditam que é possível resolver este problema!"

Falaremos das reivindicações que o colectivo leva para a manifestação de dia 1 de Abril e das polémicas medidas que saíram do Conselho de Ministros do passado dia 16 e que parecem estar a por os proprietários e a direita em alvoroço.

As reivindicações podem ser consultadas em:

https://www.habitacaohoje.org/manifesta%C3%A7%C3%A3ocasasparaviver

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Carnaval 2023: Quero dançar com tu, não com a renda!

O Carnaval é a prova de que as ruas servem para serem ocupadas por corpos e por festa, não pelos interesses do capital. Numa cidade cada vez mais exclusiva e privatizada, é urgente que continuemos a lutar por uma cidade inclusiva e feita para quem a habita, não para quem a consegue pagar. Queremos casas onde possamos viver, inseridas em comunidades, com uma boa rede de transportes públicos e realmente inclusiva para todos os corpos.

No contexto da explosão dos preços das rendas e do crédito, do aumento drástico do custo de vida, da pobreza e da precariedade, as nossas vidas foram atiradas para uma crise permanente. Já não conseguimos pagar as nossas rendas ou suportar os nossos empréstimos bancários. Enquanto isto, seguem-se os despejos e as expulsões das nossas casas para longe das nossas comunidades, ao mesmo tempo que florescem os negócios em torno do turismo, do alojamento local e da especulação.

A desigualdade social no acesso à habitação e a degradação das condições de vida não são inevitáveis leis da natureza. São o resultado de políticas concretas de quem nos governa: políticas como os “vistos gold”, os “residentes não permanentes”, as medidas de atração dos nómadas digitais, as isenções fiscais ao investimento imobiliário e à construção e reabilitação urbana de luxo, o controlo privado e não democrático do planeamento urbano e a diminuição do poder dxs inquilinxs com a desregulação das rendas, a indiferença sobre os milhares de casas vazias existentes nas nossas cidades.

Por tudo isto nos manifestamos em Lisboa (CASA PARA VIVER, que vai partir da Alameda e da qual partilhamos aquí uma parte do manifesto feito entre multitude de coletivos) no dia 1 de abril de 2023. Integramo-nos em Housing Action Days 2023, uma semana de ações e manifestações por toda a Europa pelo direito à habitação, coordenadas por European Action Coalition for the right to housing and the city.

Saímos à rua por:

1- Direito à habitação;
2- Direito à cidade;
3- Fim da exploração e do aumento do custo de vida.

Carta aberta contra desalojamentos em 2º Torrão, Almada

Salva-se abrigo nos escombros de ser demolido

Na manhã desta segunda feira, 13, a Câmara de Almada, presidida por Inês de Medeiros (PS), deu seguimento às demolições de casas no bairro do 2° Torrão. O processo que persiste de forma violenta e desorganizada já dura 135 dias. Uma casa cuja família foi realojada foi demolida.
O Sr. Sebastião voltou a ficar sem abrigo, em Outubro, quando a Câmara Municipal de Almada demoliu o quarto em que vivia na zona da vala no 2° Torrão. Actualmente, ele encontrou abrigo nos escombros de uma casa que estava parcialmente demolida.
Na manhã desta segunda-feira, a Câmara planeava demolir a casa ao lado desse escombro onde ele está a viver. A comunidade em solidariedade acompanhou a demolição para apoiá-lo na luta por realojamento, para que as máquinas não avançassem com as demolições nas casas em torno e que não fossem cometidos abusos de autoridade, como viveram no passado.
O tecto provisório onde Sebastião está a dormir não é solução habitacional, mas é melhor do que estar na rua. As máquinas demoliram a casa da sua vizinha, mas o seu abrigo precário foi salvo e defendido nessa manhã pela comunidade solidária, que se opôs à demolição até que Sebastião tenha pelo menos uma alternativa emergencial. A Câmara recusou discriminatoriamente a Sebastião a alternativa emergencial mínima em que agora sobrevivem as famílias que habitavam na vala e cujas casas foram demolidas.

Entenda esta intervenção selvagem

Sobre uma vala subterrânea de escoamento de águas da chuva, no bairro do 2.º Torrão, estavam construídas 83 casas. Destas, 73 foram efetivamente demolidas em seis dias pela Câmara Municipal de Almada por um alegado risco de colapso da vala. A Câmara iniciou as demolições sem ter soluções habitacionais permanentes para a grande parte das famílias. Os agregados foram encaminhados para soluções emergenciais precárias: quartos sobrelotados em hostels, com restrição do uso da casa de banho, sem equipamentos de cozinha e bens essenciais. Outros foram realojados fora do concelho de Almada e estão a enfrentar muitas dificuldades.

Quando começaram as demolições, 18 agregados familiares haviam sido totalmente excluídos do realojamento. Destes, 13 interpuseram providências cautelares em tribunal que adiaram a demolição das suas casas. Entre os moradores que recorreram à ação judicial, 4 estiveram em unidades hoteleiras, 8 permaneceram em suas casas no bairro e um foi desalojado sem nenhuma alternativa, nem de emergência. A resistência que ficou a viver nos escombros é hoje constituída por 8 famílias que entraram na justiça, a que se somam outras duas famílias que não saíam sem chave na mão e o Sr. Sebastião. No total, 10 agregados familiares resistiram, organizaram-se e permanecem em luta até que todos sejam realojados.

Ninguém fica para trás!

A luta agora é para que não fique a viver na rua o Sr. Sebastião, mas também outras pessoas doentes, incluindo uma em tratamento oncológico, idosos e crianças. Nesta luta, estas famílias foram obrigadas a ter suas vidas interrompidas para tratarem de todos os documentos exigidos, perderam trabalho e ganharam problemas de saúde. No fim desta jornada, três famílias estão em maior vulnerabilidade e em risco de ficarem sem tecto.
A Câmara Municipal de Almada no primeiro dia de demolições admitiu ali mesmo ter “descoberto” 6 famílias. Com critérios pouco claros e arbitrários pelo menos 8 agregados familiares não foram reconhecidos como pertencentes ao bairro. Após pressão, das 13 famílias que estiveram a lutar na justiça, sabemos que:

7 foram parcialmente incluídas no Porta de Entrada, programa do Estado de resposta a emergência, e deverão ter alguma alternativa habitacional atribuída, mas inadequada ao tamanho do seu agregado familiar.
Uma teve acesso a casa camarária,
3 famílias foram totalmente excluídas dos programas de realojamento,
Uma família continua a aguardar resposta da Câmara.

A qualquer momento, a Câmara pode avançar com as demolições. Os moradores das casas no entorno, que não tem mais proteção jurídica, pois as medidas cautelares caíram, temem que suas casas possam vir a ser demolidas.

Exigimos que TODXS xs moradorxs afectadxs pelas demolições das suas casas façam parte do programa de realojamento! Sem chave ninguém sai!

SEGUNDOTORRÃO120DIAS
#REALOJAMENTOPARATODOSJÁ
#SEMCHAVENÃOSAIO
#HABITAÇÃOÉUMDIREITO
#SEMCHAVENINGUÉMSAI
#NINGUÉMFICAPARATRÁS
#JUNTOSCOMO2TORRÃO

Trafaria, 15 de Fevereiro de 2023,

Canto do Curió Associação Cultural
Habita
Stop Despejos

2º Torrão (AlmAda): demolições sem solução

Sebastião, vizinho do 2do Torrão (Almada) continua sem solução. Com graves problemas de saúde, trabalhou durante décadas na construção em Portugal e foi combatente do lado português na Guerra de Angola.

O processo de demolição e realojamento no 2° Torrão (Almada) já dura mais de 130 dias. Cerca de 65 construções foram efetivamente demolidas em seis dias. A maioria dos agregados foi encaminhada para soluções emergenciais precárias: quartos sobrelotados em hostels, com restrição do uso da casa de banho, sem equipamentos de cozinha e bens essenciais. Pelo menos 3 agregados ficaram efetivamente em situação de sem-abrigo. Outras foram realojadas fora do concelho de Almada e estão a enfrentar muitas dificuldades.

A Stop Despejos foi apoiar axs moradorxs nas demolições no día 13 de fevereiro junto axs companhirxs do Projecto 2t2825.

Expresso de Notícias #12



🚩🚩🚩 Expresso de Notícias #12 🚩🚩🚩

O Expresso de Notícias, quadro do Comboio Suburbano de debate de questões da atualidade, retorna para sua 12ª edição, nesta quarta-feira, 1°/2/2023, as 20:30 no horário de Portugal Continental / 17:30 no horário de Brasília.

Neste programa teremos Lucas Faria e João Vilela.

Participe do debate através das suas questões e comentários.

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